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O engano promovido por falsos profetas (gr.: pseudo prophetes) não é um fenômeno novo. Moisés tratou do assunto ao falar com os filhos de Israel: “Como conheceremos a palavra que o Senhor não falou?” A resposta recebida foi: “Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou o tal profeta; não tenhas temor dele” (Dt 18.21-22). Um verdadeiro profeta deve:

1.    falar em nome do Senhor e não em nome de algum outro Deus;
2.    transmitir mensagens em harmonia com a verdade revelada por Deus nas Escrituras;
3.    Prever eventos futuros que ocorram tal e qual foi profetizado.

SUAS CARACTERÍSTICAS

A Bíblia descreve os falsos profetas das seguintes formas:

1.    Enganam a si mesmos. Falsos mestres podem ser sinceros, mas, ainda assim, estar errados. Alguns enganam a si mesmos e convencem-se de que a mensagem é verdadeira. Como vemos em Jeremias 23.9-11, tais mensagens provêm de suas próprias mentes, não de Deus.

2.    Mentirosos. Alguns falsos profetas são deliberadamente mentirosos e não têm intenção nenhuma de falar a verdade. O apóstolo João diz: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (1Jo 2.22).

3.    Hereges. Falsos profetas pregam heresias (doutrinas falsas) e promovem a divisão da Igreja. A seu respeito, João disse: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos” (1 Jo 2.19). O apóstolo Pedro disse: “Entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição [...] blasfemando do que não entendem” (2 Pe 2.1, 12).

4.    Escarnecedores. Alguns mestres não chegam a promover falsas doutrinas, mas apenas negam a verdade de Deus. Sobre estes, a Bíblia adverte: “Nos últimos dias virão escamecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências” (2 Pe 3.3). O apóstolo Paulo chama-os de “amantes de si mesmos [...] presunçosos, soberbos” (2 Tm 3.2). Judas chama-os de “murmuradores, queixosos” (Jd 16).

5.    Blasfemos. Aqueles que falam mal de Deus, de Cristo, do Espírito Santo, do povo de Deus, do Reino de Deus e dos atributos de Deus são chamados de blasfemos. Judas qualifica-os como homens ímpios que “dizem mal do que não sabem [...] ondas impetuosas do mar [...] estrelas errantes” (Jd 10, 13). O apóstolo Paulo comenta que ele mesmo era um blasfemo antes de sua conversão a Cristo (1 Tm 1.13).

6.    Sedutores. Jesus alertou-nos de que alguns falsos profetas fariam sinais de milagres e maravilhas, a fim de seduzir e enganar até mesmo os eleitos, “se possível” (Mc 13.22). Nosso Senhor quer dizer que a sedução espiritual é uma ameaça real até mesmo para os crentes, o que explicaria o fato de uns poucos crentes verdadeiros, mas enganados, serem encontrados em seitas heréticas.

7. Reprováveis. Este termo significa “reprovados”, “corrompidos” ou “rejeitados”. Paulo o utiliza com respeito àqueles que, voltando-se para as trevas espirituais, rejeitaram a verdade de Deus. Em conseqüência, Deus “os entregou a uma disposição mental reprovável” (Rm 1.28-30). Eles de tal forma rejeitaram a Deus que se tomaram “cheios de toda injustiça”. São “aborrecedores de Deus”, pessoas tão corrompidas espiritualmente que, apesar de terem consciência de sua situação, não se importam. Na mensagem profética do próprio Jesus, proferida sobre o monte das Oliveiras, somos alertados: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane [...] muitos serão escandalizados [...] E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos [...] porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios” (Mt 24.4,10-11,24). Nosso Senhor alertou seus discípulos sobre os perigos da sedução espiritual nas mãos de falsos profetas.

O ENGANO QUE PROMOVEM

A Bíblia descreve Satanás como o “pai da mentira” (Jo 8.44) e retrata-o como o supremo enganador. Seu nome significa “acusador”, e ele é descrito como o acusador do povo de Deus (Ap 12.10). Incita homens e mulheres a pecarem contra as leis de Deus (Gn 3.1-13); nega e rejeita a verdade de Deus, enganando aqueles que perecem sem Deus (2 Ts 2.9-10), e, por fim, é o inspirador dos falsos profetas e do espírito do Anticristo.

A Bíblia avisa claramente que, nos últimos dias, “apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1). Estas falsas doutrinas serão disseminadas por hipócritas mentirosos, cujas mentes foram capturadas pelas mentiras de Satanás. Assim, temos o processo do engano espiritual traçado com clareza nas Escrituras:

A palavra “anjo” (gr.: angelos) significa “mensageiro”. Os anjos de Deus são seus mensageiros (Hb 1.14; Ap 1.1 (2 Referências)) e os verdadeiros profetas e pregadores são chamados de anjos das igrejas (Ap 2.1,8,12,18; 3.1,7,14). Em contrapartida, Satanás é descrito como um anjo caído, líder de outros anjos caídos, o qual engana o mundo (Ap 12.9). Ele é revelado como o verdadeiro poder por trás do Anticristo e do Falso Profeta, enganando a humanidade com a falsa religião (Ap 13.14-15). Os mensageiros (anjos) do engano são, portanto, falsos profetas e mestres inspirados por Satanás. Suas mensagens carregam o mesmo espírito que habitará o Anticristo.

Quando uma pessoa aceita a premissa de um falso ensino, fecha sua mente para a verdade e lança fora todo raciocínio lógico. Vivemos em uma época em que as falsas doutrinas são cada vez mais prevalentes. Com o tempo, chegaremos ao contexto necessário para que o Falso Profeta promova seu engano final. As pessoas estarão tão cegas para a verdade que já não reconhecerão o engano pelo que ele é. Crerão e obedecerão ao que lhes for dito, chagando a ponto de adorarem o Anticristo.

— Ed Hindson

BIBLIOGRAFIA

Ankerberg, John e Weldon, John. Cult Watch. Eugene, Oregon: Harvest House Publishers, 1992.
Breese, Dave. Marks ofthe Cults. Wheaton, Illinois: Victor Books, 1984.
Enroth, Ronald. A Cuide to Cults and New Re-ligions. Downers Crove, Illinois: InterVarsity Press, 1983.
Horton, Michael. The Agony of Deceit. Chicago: Moody Press, 1990.
Hunt, Dave e McMahon, T. A. The Seduction of Christianity. Eugene, Oregon: Harvest House Publishers, 1985.
Lee, Richard e Hindson, Ed. Angels of Deceit. Eugene, Oregon: Harvest House Publishers, 1993.
Mather, C. A. e Nichols, L. A. Dictionary of Cults, Sects, Religions and the Occult. Grand Rapi-ds: Zondervan, 1992.
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Por Flavio G. Souza

Recentemente, o pastor Kleber Lucas virou motivo de chacota na internet, por uma crítica feita ao louvor “Alvo mais que a neve”. Você certamente já deve ter visto algum vídeo ou charge envolvendo o tema, o que mais assusta nisso é o fundamento apresentado por esses novos “Luteros”. 

A Bíblia é o manual de fé e pratica do cristão, a pessoa que se deixa levar por essa teologia social, olha a Escritura com uma ótica hermenêutica distorcida da verdade. Por exemplo, quando Davi escreveu no Salmos 51.7:

Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve. 

A ideia não é um racismo estrutural por parte do tradutor, o Hissopo era uma planta usada para borrifar água ou sangue sobre pessoas ou objetos em cerimônias de purificação (Cf. Lv 14.1-7; Nm 19.16-19). Aqui, a cerimônia de purificação é uma figura de linguagem sobre o perdão e a restauração espiritual. 

Se de fato existisse o suposto “racismo”, toda a Escritura precisaria ser atualizada, e é esse o objetivo desta teologia social, como vamos interpretar Isaías 1.18, com essa lente hermenêutica? 

O louvor Alvo mais que a neve traz a ideia de sermos puros diante de Deus, livres de toda imundícia, ou seja, separados do pecado, significa viver uma vida de santidade. Ser alvo mais que a neve para o cristão pode ser definido pelo ato de viver uma vida moralmente limpa, de obediência a Deus e de amor ao próximo. Ela é realizada por meio da nossa fé no poder da morte de Cristo em nosso lugar e pelo nosso arrependimento dos pecados (Ef 5.26-27; Tt 2.14; Hb 1.3; 1Jo 3.2-3).

Pense nisso.

Sola scriptura.

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Após Deus ter se revelado em Jesus Cristo, ter estado entre nós e transmitido ao vivo a sua Palavra, após os apóstolos terem registrado esta mensagem de maneira infalível e suficiente nas Escrituras, pergunto qual a necessidade de profecias encenadas e atos simbólicos para que Deus nos fale através deles?

Se alguém não entende a fala de Deus registrada claramente na Bíblia vai entender através do simbolismo ambíguo de gestos e encenações de gente que alega falar no nome dele? Sola Scriptura!

Os dois únicos "atos" que Jesus mandou sua Igreja realizar foi o batismo e a Ceia. Ágabo amarrando a Paulo como símbolo de sua prisão em Roma foi um ato:

(1) voltado para o futuro de um indivíduo e não da igreja ou do país,
(2) só aconteceu uma vez,
(3) não iniciou nenhum ministério de atos proféticos durante os cultos nas igrejas, 
(4) não foi imitado por mais nenhum profeta, de acordo com Atos e as cartas dos apóstolos e,
(5) aconteceu literalmente como ele havia dito.

Autor: Augustus Nicodemus Lopes.
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 1. FÉ E CIÊNCIA SE CONTRADIZEM?

Ainda hoje entre os cristãos, predomina-se o extremismo de que ciência e fé são incompatíveis, mas isso é um equívoco grave, pois elas são perfeitamente compatíveis. Assim como existem alguns cristãos radicais que demonizam a psicologia, tem os que afirmam que a ciência e a fé são incompatíveis.

Se formos levar isso ao pé da letra, devemos então descartar toda a história, inclusive parte da reforma protestante. Graças a reforma, houve uma contribuição grande às ciências sociais e ao ensino, prestando um importante serviço de popularização de alfabetização a todos de forma gratuita. A palavra psicologia, por exemplo, é atribuída a Philip Melanchthon (1497-1560), colaborador de Martin Lutero. O movimento da reforma protestante foi além dos aspectos no âmbito religioso, pois influenciou o contexto educacional do século XVI.

Graças a reforma, quebrou-se o pensamento de que o universo não podia ser descoberto. Pois antigamente os livros eram todos escritos à mão, e um dos efeitos da reforma foi a criação da imprensa em 1450 d.C. Por meio dela, as idéias e os conhecimentos eram espalhados com maior rapidez do que antes. A mente humana foi assim ainda mais despertada e fortificada para futuros empreendimentos, o maior dos quais veio a ser a Reforma Protestante. 

A Reforma não teria ocorrido enquanto os livros tivessem de ser escritos à mão. A imprensa divulgou os livros que despertaram a mente humana e aprofundaram as pesquisas da verdade. As descobertas geográficas provocaram a rápida expansão do comércio e da indústria e despertaram em todas as nações europeias veemente desejo de colonização. Na esfera política, a nova fase manifestou-se num rápido desenvolvimento da vida nacional e do poder político, tanto na França como na Espanha e na Inglaterra. (NICHOLS, 2000)

2. A TERRA É PLANA? QUAL MODELO A SE ACREDITAR?

Não amigo, a Terra não é plana assim como alguns militantes andam afirmando. Primeiro ponto a ser considerado é sabermos a proposta da Bíblia. A Bíblia não se propõe em ser um livro científico, que se preocupa em dar detalhes de como funcionam os fenômenos físicos e naturais, pois é necessário considerar que os autores escreveram a partir do ponto de vista do observador.

Por exemplo, se você estiver em um carro a 80 km/h, uma pessoa na calçada te verá a 80 km/h, porém você está parado em relação ao veículo. Da mesma forma que, se você estiver em um ônibus a 100km/h, caso você jogue seu celular na vertical, ele não vai parar no fundo do ônibus, mas cairá no mesmo lugar em que foi lançado, pois tudo está se movendo na mesma velocidade.

E assim foi com os escritores da Bíblia. Esse é um dos principais motivos da Palavra de Deus não se preocupar em dizer o formato da Terra, pois eles escreveram a partir do ponto de vista terrestre. Quando Josué escreveu que o Sol parou, disse isso porque do nosso ponto de vista ele se move. É um equívoco achar que a Bíblia é um livro científico que se preocupa em dar detalhes físicos e naturais.

Temos diversas pesquisas e descobertas que refutam esse conceito errôneo de Terra plana, mas vejo uns crentes fanáticos querendo refutar com experiências empíricas. Nenhuma teoria é validada com experimentos empíricos, pois são baseados em nossos sentidos. 

2.1. COMO EXPLICAR O FATO DA LUA E O SOL SE DETER?

Para muitos, estes textos são provas incontestáveis de que a Terra não é um globo. Para os céticos, é uma imprecisão da Bíblia dizer que o Sol se deteve, mas Josué 10.13 não apresenta nenhuma contradição. O que vemos aqui foi um milagre, e milagre não se explica. Vi um vídeo do Drº Adauto Lourenço falando sobre o tema, e uma das explicações foi Deus ter parado todo o universo para realizar tal prodígio.

O milagre na Bíblia é caracterizado pela anulação momentânea das leis da natureza, visando a operação sobrenatural de Deus, para a glorificação de Seu Santo nome. A Bíblia diz que os últimos dias  serão caracterizados por "grandes milagres, sinais e prodígios e, com seu grande poder, haverá de punir os que rejeitarem o plano da salvação" (Jl 2.28-31). Milagre não se explica, ele vai além da lógica humana, contrariando todas as leis da natureza. Deus parar todo o universo não é nada comparado a seu grande poder, e isso não desmerece em nada a Bíblia ou a fé cristã.

3. CONTRADIÇÕES DA TERRA PLANA

Um terraplanista, na tentativa de refutar o modelo do globo, nega a física e tantas regras que foram descobertas, uma delas é a negação da gravidade.

Vamos entender então o que é a atração gravitacional: ela é exercida sobre toda a matéria que existe no universo. O ar, que é composto por diversos gases (78% hidrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases) se encontra disperso, formando a atmosfera da Terra e sofre a força gravitacional, que é formada naturalmente no centro de gravidade do nosso planeta. Tudo que é formado por matéria é atraído por ela: pessoas, objetos, animais e etc. Um pássaro voando no céu, também está, a todo momento, sendo atraído para a Terra, pois o ato de voar não o isenta dessa lei, que é a lei da gravidade. O que o faz continuar a voar são os movimentos de suas asas que, ao movimentá-las, fazem com que o ar passe por baixo delas, gerando um atrito vertical e mantendo ele voando a cada "batida de asas". Um helicóptero consegue se manter parado, sobrevoando determinada área devido ao movimento de suas hélices, e está a todo momento sendo atraído para a Terra, da mesma forma que o pássaro, mas aí surge uma questão: porque, (sendo que ele consegue se manter no ar, imóvel) quando a Terra gira na sua velocidade, que é de 1.670 Km/h, ele não vai de um lugar para o outro na superfície terrestre? Isso se dá pela força da gravidade! Ele, juntamente com a troposfera (camada mais densa e mais próxima da superfície terrestre) giram na mesma velocidade, acompanhando o constante movimento do planeta e sendo atraídos por ele ao mesmo tempo.

Se você negar a gravidade, como explicar o sistema de navegação inercial? Este sistema é amplamente usado em aviões, navios e smartphones, e ele só funciona por causa da rotação da Terra. Por exemplo, o GPS usado hoje em aplicativos como o Waze, se utiliza deste sistema para se localizar no mundo.

Temos também como um ponto convincente, o fuso horário. Por exemplo: se a Terra fosse plana, não haveria diferença de horário entre o estado do Rio de Janeiro e a região nordeste do Brasil. E, estranhamente, o Sol nasce mais cedo no nordeste brasileiro. Eu que trabalhei na aviação, em todos os vôos feitos é utilizado o horário universal coordenado (UTC), ele é necessário para não haver confusão de horários entre o continente Europeu e o restante do mundo.

E se mesmo assim você ainda estiver com dúvidas, como explicar as diferentes estações do ano no mundo todo? Se a Terra realmente fosse plana, não teríamos todas as diferenças climáticas que vemos no mundo. Usar a Bíblia como uma ferramenta para tentar fundamentar uma teoria da idade média é uma tolice sem fim, pois é deixado de lado um dos pontos de interpretação importantíssimos nos textos sagrados, que é o ponto de vista do observador.

A Bíblia não é um livro de ciência, ela não se preocupa em dizer se a Terra é um globo, plana, quadrada e etc, pois este assunto é subjetivo. Nada interfere na canonicidade das Escrituras e não nega a fé cristã. Então sejamos honestos e vejamos os fatos, baseados em experimentos reais e não em experimentos empíricos que estão sujeitos a falhas.

Autores: 
Flávio G. Souza, Allan R. F. Ferreira

Referência bibliográfica:
[1] NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã. 11ª Ed. Editora Cultura Cristã, São Paulo, Pág. 149-150, 2000.
Por Flávio G. Souza

Em meio toda essa pandemia do COVID-19 e diversos conflitos políticos, afetando nossa sociedade, tenho visto alguns crentes agindo feito crianças mimadas.

Seja você esquerda, centro ou direita, saiba que como cristãos devemos orar pelos nossos governantes. Não é lícito ficar brigando por uma causa politíco-partidária, isso além de fanatismo político, esta atitude só produz as obras da carne. O cristão não deve defender homens, e sim os valores estabelecidos na Bíblia. O Apóstolo Paulo deixa claro que quem pratica as obras da carne não herdará o reino de Deus:

Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

Você pode ter sua preferência política, não é pecado, e é seu direito, estamos em uma democracia. Caso você esteja sendo levado por uma paixão doentia por políticos, repense seu cristianismo! Você já orou  pela sua nação hoje? Tem orado pelos governantes, para que façam as escolhas corretas, a fim de conter e controlar essa pandemia? Orou pelo Senado e Congresso Federal?

A Bíblia manda orar pelas autoridades, pois elas foram instituídas por Deus:

Todos devem sujeitar-se às autoridades, pois toda autoridade vem de Deus, e aqueles que ocupam cargos de autoridade foram ali colocados por ele.

Romanos 13:1

Caso você não tenha votado no prefeito, governante ou presidente atual, ainda assim é sua obrigação orar por ele. Para agradar a Deus, precisamos orar pelos governantes e não desejar que façam uma péssima gestão, só porque não partilham de nossa ideologia política. Lembre, se você estiver em um voo, vai torcer para o piloto não conseguir pousar o avião? 

Siga a orientação que o Apóstolo Paulo escreveu em 1 Timóteo 2.1-2:

Em primeiro lugar, recomendo que sejam feitas petições, orações, intercessões e ações de graça em favor de todos, em favor dos reis e de todos que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida pacífica e tranquila, caracterizada por devoção e dignidade.

Ore para que os governantes façam um bom governo, e nas próximas eleições exerça seu direito democrático, votando em candidatos que contribuam para o bem da sociedade.

Graça e paz.
Pense nisso.
Por Flávio G. Souza

Cresceu-se muito o falso conceito de que estudar a Bíblia excluí a teologia, mas como separar se ambos estão intimamente interligados sinergicamente? Dizer que Teologia é o estudo sobre Deus é apenas um resumo de um tema tão complexo e profundo.

A teologia nos ajuda a compreender diversos aspectos da Palavra e da pessoa de Deus. E diferente do que os crentes modernos pensam, estudar teologia não esfria o crente. Os que se utilizam deste jargão geralmente ficam falando “Ah, mas a Bíblia diz que a letra mata, irmão, cuidado com esse negócio de estudar teologia!.”. Entenda, quando o Apóstolo Paulo escreveu que a letra mata, estava fazendo um contraste da Antiga Aliança (Lei), com a Nova Aliança (Graça), não há nada contra o estudo teológico. 

Os crentes modernos baseados neste texto, carregados de preconceito sobre quem se dedica a aprender teologia, cismaram em fazer da Bíblia um livro de autoajuda. Um pastor moderninho recentemente disse que temos o mesmo DNA de Jesus, provavelmente ele se baseou no texto de Salmos 82.6, que diz:

“Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo.”

Como diz um ditado popular, texto sem contexto se torna pretexto, se pegarmos este versículo isolado, podemos tirar todo tipo de interpretação. O primeiro ponto a se considerar é, Salmos é categorizado como um livro poético do Antigo Testamento, e como todos nós sabemos, não se interpreta um texto poético no literal.

O salmista não disse que somos deuses, como se fossemos iguais a Deus, um dos aspectos da Teologia do Antigo Testamento explica este detalhe. Os governantes e juízes, representavam Deus ao executar juízo. Jesus por exemplo se utilizou desta mesma passagem para suas declarações de ser Deus. (Cf. Jo 10.34-36 Cp: Êx 4.16; 7.1).

Acerca da expressão: Vós sois deuses (6), eles eram filhos do Altíssimo quanto ao poder e responsabilidade dados a eles. Paulo descreve os magistrados humanos, no exercício da sua função, como guardadores da paz, como “autoridades [...] ordenadas por Deus” e “ministro[s] de Deus [...] Quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus” (Rm 13.1-6). Por causa do seu flagrante traição de confiança, esses juízes corruptos recebem a seguinte sentença: Como homens morrereis e caireis como qualquer dos príncipes (7). Seus cargos e posições não os salvarão da destruição. [1]
João Calvino fez a seguinte comentário acerca deste texto: “Deus investiu os juízes com um caráter e título sacros. Isso, o profeta admite; mas, ao mesmo tempo, ele mostra que tal coisa não propiciará nenhum apoio e proteção aos juízes ímpios. Ele não os introduz falando da dignidade de seu ofício; mas, antecipando o estilo de raciocínio que se dispõem a adotar, ele replica: “Se apelais para vossa dignidade como um argumento em vossa defesa, tal vanglória de nada vos valerá; sim, ao contrário, estais vos enganando por vossa tola confiança; pois Deus, ao designar-vos seus substitutos, não se despojou de sua própria soberania como supremo governante. 

Além disso, ele quer vos lembrar de vossa fragilidade como um meio de instigar-vos a executar com temor e tremor o ofício que vos foi confiado.” Este versículo pode também ser visto como sendo dirigido por Deus mesmo aos governantes, e como a insinuar que, além de os revestir com autoridade, ele lhes concedeu seu nome. Esta interpretação parece concordar com a linguagem de Cristo em João 10.34, onde ele fala dos que são chamados deuses a quem veio a palavra de Deus. A passagem, contudo, pode ser apropriadamente elucidada assim: Admito que sois deuses e filhos do Altíssimo. 

Mas isso não altera materialmente o significado. O objetivo é simplesmente ensinar que a dignidade com que os juízes são investidos não pode tornar-se uma justificativa para se escaparem do castigo que sua perversidade merece. O governo do mundo lhes foi confiado com base no discernimento distinto de que eles mesmos também um dia terão de comparecer perante o tribunal do céu para o acerto de contas. A dignidade, pois, com que são revestidos é só temporariamente, e passará com a aparência do mundo. (CALVINO, 2013)

O salmista está escrevendo contra os reis e juízes que eram responsáveis por executar o julgamento, eles haviam se corrompido aceitando pessoas ímpias (2), se tratando de um clamor pela má administração das autoridades. Ou seja, ser filho de Deus não nos torna iguais a Deus como um pastor coach disse, nem nos torna a “4ª pessoa da Trindade” como já vi em um livro de cantor “cristão”, baseado em uma nova revelação. Entenda, somos filhos de Deus por adoção, portanto continuamos pobres, miseráveis e dependentes da Graça de Deus. Perfeição só encontraremos na eternidade.

Esses animadores de palco, insistem em dizer que precisa motivar as pessoas, mas qual a necessidade disso? O que custa pregar a verdade? Infelizmente o que vale é agradar, não caia nesse modismo, pregue a Palavra e não anestesie condenados ao inferno. Encher o ego dos ouvintes não produz salvação, e sim enganação.

Graça e paz.
Pense nisso.


Referência Bibliográfica:
[1] Comentário Beacon, Jó a Cantares, 1ª Edição, CPAD, 2006. Pág. 238. 
[2] CALVINO, João. Editora Fiel, Salmos Volume 3, 1ª Ed, 2013.

Por Augustus Nicodemus Lopes

Muitos perguntam isto. Temos que começar definindo o que é "música do mundo". Música feita por um não crente? Então, para sermos coerentes, não devemos usar nada que foi feito por um descrente: roupas, sapatos, óculos, carro, ônibus. Não podemos comer em restaurantes nem comprar um cachorro quente na esquina, se o dono do come-em-pé não for crente. Pois é tudo "do mundo".

Mas, se música "do mundo" é aquela que tem uma letra que vai contra os valores de Deus, letras que falam de traição, adultério, ciúmes, ódio, desejo de vingança, etc., então temos que considerar também como "do mundo" muita música "gospel" que tem letras com erros doutrinários graves, que pecam contra Deus do mesmo jeito. Heresia é pecado tanto quanto adultério.

Se música do "mundo" se referir ao ritmo - tipo rock, samba, hip hop, funk - aí temos outros problema, pois não existe como definir um ritmo que seja "santo" e outro que seja "mundano".

Eu escuto músicas feitas por artistas descrentes que tenham conteúdo bom. E sei que tudo o que é bom vem de Deus. Luiz Gonzaga tem muita música que fala das coisas do Nordeste, sem malícia ou maldade alguma. Por exemplo, "Asa Branca". Mais modernamente, para dar um exemplo, John Mayer compôs "Daughters" que tem valores muitos próximos dos cristãos. Roberto Carlos em algumas músicas é romântico sem ser malicioso.

Escolha bem. Na sua graça, nosso Deus deu dons e talentos até mesmo aos descrentes.

Fonte: https://www.facebook.com/286231964762555/posts/1662311587154579/?d=n
Por Flávio G. Souza

Este assunto infelizmente ainda vem sendo um tabu pela maioria dos cristãos que se fecham para tentar compreender o tema. Devido ao desconhecimento do assunto, muitos estão se portando como juízes "batendo o martelo" determinando quem vai para o céu ou inferno, mas à luz das Sagradas Escrituras somente Deus tem o poder de condenar e perdoar. Nosso papel é consolar, e não colocar um peso a mais dizendo que elas vão para o inferno. 

Antigamente entre os cristãos predominava o pensamento de que quem tinha depressão estava com demônios ou sofrendo alguma maldição familiar, e graças a Deus este tipo de pensamento tem caído. 

Muitos não sabem ainda, mas o suicídio mata mais que os homicídios, então porque ficar no pensamento fechado se portando como juiz lançando pessoas no inferno? Este não é o nosso papel! 

Nossa tarefa é consolar as pessoas que estejam sofrendo com crises de depressão e ansiedade, dizer que elas estão com demônio ou coisas do tipo é aumentar o sofrimento delas. Que possamos estar conscientes de que nosso papel é ajudar, para prevenir que mais pessoas com este desejo não venham concretizá-lo. Que vivamos o amor de Deus, demonstrando que elas são verdadeiramente amadas. 

Graça e paz.
Pense nisso.
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