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Este galardão honrará as realizações e as obras dos crentes, e assim não devem ser confundidos com a salvação, que é o dom gratuito de Deus não baseado em obras ou no mérito humano.
A AVALIAÇÃO
O tribunal de avaliação dos crentes, chamado de Tribunal de Cristo (2 Co 5.10), torna-se conhecido no céu depois do arrebatamento da Igreja, durante os sete anos de Tribulação na terra. Neste tribunal, as obras dos crentes serão julgadas, e não o próprio crente. A questão não é a salvação, mas o galardão. O propósito desta avaliação dos crentes da era da Igreja é recompensar o serviço fiel e purificar e preparar a Igreja, a noiva de Cristo, para governar e reinar com o Senhor no reino milenial.
No Tribunal de Cristo, cada crente “receberá” ou “será recompensado” pelas ações feitas no corpo. A palavra “recompensa” (gr.: komizo) transmite a idéia de ganhar ou receber a retribuição por algo que é devido, ou aquilo que é ganho através do trabalho, como um pagamento. A descrição encaixa-se no conceito de “galardão” (gr.: misthos), que transmite a idéia de remuneração pelo trabalho feito, ou aquilo que alguém ganhou por meio de suas ações. Nenhuma destas afirmações é consistente com a oferta de salvação, que é um dom gratuito baseado na graça divina, e não no mérito humano (Rm 3.24; Ef 2.8-9; Tt 3.5), Assim, o galardão refere-se às realizações na vida espiritual, depois da salvação.
A descrição da avaliação no Tribunal de Cristo revela que este é somente para os crentes. Alguns terão uma produção espiritual digna de reconhecimento e honra, e outros não. O fundamento para a vida de todo crente é a salvação dada de modo gratuito pela fé na completa expia-ção substitutiva de Cristo na cruz. Sobre isto o crente edifica a sua vida espiritual (1 Co 3.11). No processo de crescimento espiritual, o crente produzirá uma variedade de obras; algumas serão feitas na carne ou devido à sua própria pecaminosida-de (Gl 5.16,19 (2 Referências)), e outras serão realizadas no poder do Espírito Santo (Gl 5.22-23). No Tribunal de Cristo, estas obras serão avaliadas. A metáfora é a de um processo de refinamento em que o fogo purifica as obras queimando a escória. A vida do crente é uma combinação de esforço inútil e serviço fiel. Depois que as impurezas — a madeira, o feno, e a palha — são queimadas, o crente é recompensado por aquilo que tem valor eterno — o ouro, a prata, e as pedras preciosas (1 Co 3.12). Ele então ouvirá o Senhor dizer: “Bem está, servo bom e fiel.” (Mt 25.21).
No entanto, o aviso terrível é que alguns crentes não terão serviços recompensáveis. Seus esforços foram manchados pela motivação do interesse próprio, da ambição egoísta, ou até mesmo do fracasso ao servir ao Senhor. Embora sofram a perda do galardão, estes crentes não perderão a salvação eterna (1 Co 3.15).
O apóstolo Paulo comunicou a gravidade da futura avaliação do crente através da metáfora de ganhar o prêmio em jogos atléticos (1 Co 9.24-27). A cultura grega valorizava o sacrifício e a dedicação do atleta. Os coríntios eram bem familiarizados com os rigores e padrões dos jogos. A cada sete anos, um dos quatro eventos atléticos Pan-Helênicos, os Jogos Istmicos, era realizado a cerca de 11 km de Corinto, em Istmo. Regras e disciplina eram severamente reforçadas. Se de alguma forma um atleta violasse a sua dieta alimentar ou o regime de treinamento, ele era desclassificado e não podia competir nos jogos. Para o crente, a desclassificação não significa a perda da salvação, mas a perda do galardão (2 Tm 2.5).
No término da competição, os vitoriosos eram premiados por um juiz, que se sentava no banco de julgamento, o bema. Cada um dos diferentes jogos tinha as suas próprias coroas (gr.: stepha-nos) como prêmio, e estas eram tecidas a partir de várias plantas: oliveira selvagem em Olímpia, aipo selvagem fresco em Ne-méia, louro em Delfi. Mas, em Corinto, a coroa “perecível” era uma coroa de aipo ressecada. Assim, Paulo usa estas figuras para comparar a autodisciplina do atleta, que trabalha por uma coroa temporal e corruptível, com o crente que busca uma coroa incorruptível.
OS PRÊMIOS
Duas coroas distintas são mencionadas nas Escrituras: diademos e stephanos. A primeira é uma coroa real; a segunda é a recompensa pela vitória em jogos atléticos, bravura militar ou banquetes comemorativos. Elas eram tecidas a partir de carvalho, hera, murta, aipo, ou folhas de oliveira. Em contraste com estas coroas que se dissipam facilmente, o crente busca uma coroa que é indestrutível, que durará por toda a eternidade.
Quatro destas coroas incorruptíveis são delineadas como recompensas potenciais, mas pode haver mais. Os crentes fiéis serão premiados em categorias diferentes de serviço e devoção cristãos. Cada uma das coroas exibe a qualidade da recompensa: “a coroa da vida”, “a coroa de glória”, “a coroa de alegria”, “a coroa da justiça”.
A coroa da vida (Tg 1.12; Ap 2.10). Tiago declara que aqueles que aplicam firmemente a Palavra de Deus durante os tempos de provação recebem uma recompensa específica relacionada à vida. Não se trata da vida eterna, que é o bem de todo crente, mas uma qualidade ou realce especial desta vida, tanto no tempo, quanto especialmente na eternidade.
Todo crente depara-se com numerosas provações que oferecem oportunidades para confiar em Deus e aplicar a sua Palavra. Ao enfrentar tais provações, ele pode resistir em obediência ou ceder à tentação de lutar independentemente de Deus. Aqueles que guardam os mandamentos do Senhor são aqueles que o amam (Jo 14.15,21,23). Para aqueles que resistem às provações mostrando o seu amor pelo Senhor em obediência a Ele, mesmo que isto lhes custe a vida, há a promessa desta recompensa especial no céu. Todo crente pode ganhar esta coroa, porque todos passam por tentações e provações.
A coroa de glória (1 Pe 5.4). Esta coroa tem um brilho especial que jamais se apagará. O nosso Senhor foi coroado de glória pelo seu serviço fiel, o que culminou com a sua obra salvadora na cruz (Hb 2.9). Da mesma forma, aqueles que fielmente o servirem nos ministérios do ensino e da liderança receberão o devido reconhecimento.
A coroa de alegria (1 Ts 2.19; Fp 4.1) Aqueles que são fiéis em testemunhar e conduzir outros a Cristo serão honrados com esta coroa especial.
A coroa da justiça (2 Tm 4.8). Todo crente também pode ganhar este prêmio. Esta coroa não descreve a justiça imputada de Deus, que todo crente possui, mas as suas próprias obras de justiça produzidas por andar no Espírito Santo. Estas são as obras de ouro, prata, e pedras preciosas que incluem a justiça prática operada na vida cristã. Quando os crentes da era da Igreja retomarem com Cristo, eles serão revestidos com estas obras de justiça (Ap 19.8). Esta coroa é prometida àqueles que amam e anseiam pelo aparecimento do Senhor — aqueles que vivem à luz da eternidade e da expectativa da volta iminente de Cristo. Assim motivados, eles não estarão entre os que serão confundidos (ou experimentarão a vergonha) na vinda de Cristo (1 Jo 2.28). Aqueles que se prepararem para a volta de Cristo concluirão a carreira e guardarão a fé; estes receberão a aprovação e um galardão do nosso bendito Senhor e Salvador (2 Tm 4.7-8).
— Robert Dean, Jr.
BIBLIOGRAFIA
Benware, Paul N. The Believer's Payday. Chatta-nooga: AMG. 2002.
Broneer, Oscar. "Paul and the Pagan Cults at Isthmia." Harvard Theological Review 44. 1971. pp. 169-187
Dillow, Joseph. The Reign of the Servant Kings.
Miami Springs, FL: Schoettle, 1992.
Leafe, G. Harry. Running to Win. Houston: Scrip-tel. 1992.
Wall, Joseph. Going for the Gold. Chicago: Moo-dy Press. 1 991.
Recentemente, o pastor Kleber Lucas virou motivo de chacota na internet, por uma crítica feita ao louvor “Alvo mais que a neve”. Você certamente já deve ter visto algum vídeo ou charge envolvendo o tema, o que mais assusta nisso é o fundamento apresentado por esses novos “Luteros”.
A Bíblia é o manual de fé e pratica do cristão, a pessoa que se deixa levar por essa teologia social, olha a Escritura com uma ótica hermenêutica distorcida da verdade. Por exemplo, quando Davi escreveu no Salmos 51.7:
Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.
A ideia não é um racismo estrutural por parte do tradutor, o Hissopo era uma planta usada para borrifar água ou sangue sobre pessoas ou objetos em cerimônias de purificação (Cf. Lv 14.1-7; Nm 19.16-19). Aqui, a cerimônia de purificação é uma figura de linguagem sobre o perdão e a restauração espiritual.
Se de fato existisse o suposto “racismo”, toda a Escritura precisaria ser atualizada, e é esse o objetivo desta teologia social, como vamos interpretar Isaías 1.18, com essa lente hermenêutica?
O louvor Alvo mais que a neve traz a ideia de sermos puros diante de Deus, livres de toda imundícia, ou seja, separados do pecado, significa viver uma vida de santidade. Ser alvo mais que a neve para o cristão pode ser definido pelo ato de viver uma vida moralmente limpa, de obediência a Deus e de amor ao próximo. Ela é realizada por meio da nossa fé no poder da morte de Cristo em nosso lugar e pelo nosso arrependimento dos pecados (Ef 5.26-27; Tt 2.14; Hb 1.3; 1Jo 3.2-3).
Pense nisso.
Sola scriptura.
O cristão deve saber interpretar a Bíblia para não ficar refém dos
mercenários da fé, que se aproveitam da ingenuidade dos ouvintes para roubar
tudo o que tiver ao seu alcance. Nas igrejas modernas que adotam a teologia
da prosperidade, por exemplo, é muito comum vermos uma manipulação sendo feita
de forma descarada em nome da fé.
E para não sermos enganados
pelos falsos pastores, precisamos pelo menos conhecer o básico desta doutrina, chamada hermenêutica bíblica. É com ela que vamos ler e estudar a Bíblia, sem
depender de uma determinada liderança, isto é, guiados pelo Espírito Santo,
para extrair do texto as verdades contidas nele e não colocar nosso achismo acima do que está revelado na Palavra de Deus.
1. O QUE É A HERMENÊUTICA BÍBLICA?
Muitas pessoas que não têm o
entendimento teológico um pouco mais apurado, ao ouvir termos técnicos usado
por teólogos, acham que se trata de assuntos obsoletos à fé cristã, mas se
enganam. Este pensamento é baseado em um sofisma muito comum em leigos na teologia,
pois acham que o Espírito Santo vai revelar tudo, mas quero te lembrar que a terceira pessoa da
Santíssima Trindade não é espírito de adivinhação!
Então o que é a hermenêutica
bíblica? Em seu significado técnico, muita das vezes se define como a ciência,
e arte de interpretação bíblica. Considera-se a hermenêutica como ciência
porque ela tem normas, ou regras, e essas podem ser classificadas num sistema
ordenado. É considerada como arte porque a comunicação é flexível, e, portanto,
uma aplicação mecânica e rígida das regras às vezes distorcerá o verdadeiro
sentido de uma comunicação. Exige-se do bom intérprete que ele aprenda as
regras da hermenêutica bem como a arte de aplicà-las.[1]
A hermenêutica bíblica sendo uma ciência e arte, não deve ser ignorada como algo inútil e desnecessário,
muitos se aproveitam desta brecha e usam a Bíblia para extorquir o povo de Deus
através da manipulação coletiva da fé. E como vamos combater esses bandidos, se
ignorarmos uma doutrina que nos vacina contra eles? A finalidade da
hermenêutica nos ajuda a analisar os textos à luz da cultura e época, levando
em consideração usos e costumes. Uma coisa é lermos um texto à luz de nossa
cultura e costume, outra é interpretar um versículo olhando com a ótica do
escritor, levando em consideração o seu tempo.
Se não levarmos em
consideração esta doutrina, a forma como interpretamos a Palavra de Deus estará
condicionada a nossa cultura e por uma variedade de outras experiências. Por
exemplo, na Bíblia temos diversas expressões idiomáticas que provocam um
bloqueio significativo em determinados textos de difícil compreensão. Portanto,
a hermenêutica se torna necessária por causa das lacunas históricas, culturais,
linguísticas e filosóficas que obstruem a compreensão espontânea e exata da
Palavra de Deus.[2]
2. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO BÍBLICA
Como todo texto exige-se
métodos de interpretação, também não será diferente com a Palavra de Deus. Eu
desde que comecei a estudar a teologia a muito tempo atrás, vi a importância de
o cristão guardar este princípio, e como todos que se submetem a doutrina,
também sofri duras críticas pelos chamados “crentes sapatinhos de fogo”. Antes de ir para o seminário, já gostava bastante de estudar teologia e na
época não tinha o conteúdo que temos disponível hoje, mas graças a Deus pela
expansão deste material em massa disponível gratuitamente.
A Palavra de Deus não é um
livro místico como algumas pessoas imaginam, precisamos aprender a interpretar
a Bíblia corretamente, extraindo do texto o seu significado e não colocar o
nosso achismo achando que é Deus quem está falando conosco. Deus vela por sua
Palavra, e não por nosso achismo!
3. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO
Todo texto da Bíblia possui
um contexto a ser analisado, se ignorado este princípio, teremos sérios
problemas hermenêuticos e exegéticos, fazendo “eisegese”, colocando nossa
interpretação ao invés de extrair o verdadeiro significado e
aplicabilidade. Exemplo prático disso, se você escreve uma carta e ela for lida
novamente daqui a 800 anos, em uma cultura totalmente diferente, com outro povo
e idioma, como extrair o significado que você quis passar? Enfrentando
este desafio, a hermenêutica será a chave fundamental neste processo. E com a Bíblia não é diferente, existem métodos e o que não falta hoje é literatura com diversas dicas, fora o
grande número de materiais que nos ajuda a entender a cultura, sociologia e
tantos outros fatores que são essenciais na hora de interpretar um texto bíblico.
Ignorar este princípio, é
suicídio intelectual em nome do misticismo e da manipulação coletiva, pois
estará falando o que Deus nunca disse, além de prometer coisas falsas que não
procedem da Bíblia. Por isso, valorize quem procura estudar a Palavra de Deus de forma séria e sincera, e procure aprender com os outros, se achar
autossuficiente como se fosse o PhD é arrogância e prepotência.
Buscar o reino de Deus em primeiro lugar não é ser levado por todo vento de doutrina, temos muitos movimentos evangelísticos, mas nem tudo que diz ser da parte de Deus vem dEle. Muitos criam movimentos para virar estrelas, transformam os cultos em shows e promovem a histeria coletiva, ignorando o princípio fundamental do ensinamento das doutrinas essenciais da fé. Ser cristão não é ser ignorante, podemos sim estudar e nos aperfeiçoarmos em tantas coisas, mas em nome de viver “os mistérios”, muitos se fecham e ficam no raso, a fé não implica a morte da razão.
3.1. CINCO DICAS DE COMO INTERPRETAR A BÍBLIA CORRETAMENTE
1. Se for possível,
adquira várias traduções para fazer uma comparação, caso você não tenha conhecimento do grego e hebraico (Ex: NVT, NVI, NAA, ACF, ARA). Temos traduções
muito boas fiéis ao texto hebraico e grego, caso você não tenha conhecimento
dos idiomas do texto original, é bom ter diversas versões para expandir e
enriquecer seu estudo.
2. Leia todo o contexto
em caso de dúvidas, para extrair o verdadeiro sentido, evite retirar os textos
do contexto, porque Deus vela pela Sua Palavra e não por nossa interpretação
pessoal (Jr 1.12). Deus nos revela a Sua Palavra, mas isso não é desculpa para
negligenciar o estudo da Bíblia em nome do “Deus vai me revelar”, ou até “a
letra mata”. Tente adquirir manuais de teologia que tragam uma explicação do
contexto histórico-cultural, fazendo isso seu estudo será muito mais
proveitoso.
3. Possua um dicionário
bíblico para entender um pouco mais sobre o significado das palavras no tempo
bíblico. Possuir um dicionário é de grande importância para compreender
costumes, instrumentos, locais e tradições. Hoje é quase que indispensável ter
esse recurso, pois para compreender costumes de outro tempo, necessitamos
entender a cultura da época.
4. Interprete a Bíblia
com a Bíblia e não com o que acha ser o correto, retire todo conceito e
preconceito para que você se amolde ao que Deus quer para sua vida. Este é um
dos lemas da reforma protestante, não podemos interpretar a Bíblia por nossos
achismos ou tradições religiosas.
5. Ore antes de fazer sua
leitura, pedindo o auxílio do Espírito Santo para ler e compreender a Palavra
de Deus. Sem a oração será apenas uma leitura comum, onde não haverá nenhum
entendimento, por isso precisamos sempre orar pedindo a Deus Sua Graça e
misericórdia sobre nós, somos totalmente dependentes de dEle, sem Ele nada
podemos fazer.[3]
4. OS QUE AMAM A PALAVRA DE DEUS SE DEDICAM NA DOUTRINA
Os neófitos que são levados
por todo vento de doutrina amam viver no raso, não se aprofundam porque o que
vale é a histeria coletiva, não existe mais um zelo com a doutrina e vejo uns
movimentos pseudos-cristãos em busca de um avivamento negligenciando o
fundamental. Cada vez mais se negligencia procurar um seminário teológico para
se aperfeiçoar na Palavra, pois segundo essa raça de neófitos “a letra mata” ou
até, “mas a teologia esfria a fé”. Pode lotar estádios de futebol, encher
avenidas, mas enquanto essa conduta diabólica continuar influenciando os
cristãos, a igreja caminhará para o fracasso e vergonha!
5. MÚSICA NÃO PRODUZ AVIVAMENTO, SOMENTE A PREGAÇÃO GENUÍNA DO EVANGELHO
O worship, como muitos adoram
chamar, invadiu as igrejas de uma forma assustadora, e grande parte desses
“louvores” não possuí doutrina. É uma chatice, além de entediantes versos que
se repetem diversas vezes, causando assim a histeria coletiva. Muitos não
sabem o que cantam, o resultado disso tudo, vemos crentes guiados pelas emoções, iludidos com um falso deus.
Precisamos conscientizar esses crentes neófitos, que se negligenciarmos a sã doutrina, pràticas do mundanismo serão comuns em nossas igrejas. De que adianta encher estádios de futebol, fazer passeatas e todo tipo de manifestação, se grande parte dos crentes não se importa com a doutrina? Hoje muitos estão seletivos, pegam a parte que agrada e dizem que são “cristãos”, ou você crê em todo o evangelho ou não acredita em nada, mas em nome do “amor” muitos pregam um evangelho água com açúcar. Deus é amor, mas também é justiça, não tente separar, tanto o pecado como o pecador são punidos pela santa ira de Deus, isso tudo faz parte do amor (Hb 12.6).
5.1. O VALOR DA INSTRUÇÃO
O ensino genuíno da Palavra
de Deus é de grande valor para os crentes, quando aprendemos a valorizar a doutrina e ensinamos as pessoas corretamente, nosso evangelismo é mais eficaz
(1 Sm 9.27; 2 Rs 17.28; 2 Cr 17.7; Ed 7.10; Mt 5.2; At 18.26). Quando Neemias terminou
a reconstrução dos muros, reuniu todo o povo e leu os livros de Moisés, que
resultaram em um reavivamento e uma longa oração de confissão (Nm 9.5-37).
Da mesma forma como foi com
Neemias, assim deve ser conosco, devemos ter o desejo de aprender a sã
doutrina, negligenciar este princípio é apenas uma demonstração de uma
religiosidade vazia e uma vida sem Deus (Mt 18.3). Vemos este princípio por
toda a Escritura, foi manifestado pelos discípulos (Lc 11.1), pelo cego (Jo
9.36), no eunuco etíope (At 8.31). Se submeter a doutrina foi a causa do
sucesso do Apóstolo Paulo (At 9.6) e causa da conversão do carcereiro de
Filipos, mas essa nova geração de crentes, quer sair para “evangelizar as
nações” sem ter o mínimo de preparo. Quem é discípulo de verdade não sai
fazendo essas coisas em nome de Deus, é tolice agir desta maneira, o desejo de
aprender deve ser parte do comportamento do crente, precisamos estar dispostos
a ouvir as palavras de nosso mestre (Cf. Mt 13.36; Mc 4.10; 7.17; 9.11, 28;
10.10; 13.14; Lc 3.12; 11.1; 18.18; Jo 6.28).
Os que rejeitam a instrução
da Palavra, desprezam aquilo que é necessário a todo crente em Jesus, foi assim
com os gadarenos (Mt 8.34), com o povo de Nazaré (Mc 6.3; Lc 4.28, 29), atitude
manifesta pelos principais sacerdotes e líderes (Lc 23.18) e pela nação judaica
(Jo 1.11; 12.48). Quem rejeita o ensino da Palavra, não está rejeitando a uma
determinada liderança, mas rejeita a Deus, fazendo de seu próprio ventre o seu
deus (1 Sm 8.7; Sl 81.11; Pv 1.24; Lc 7.30; 1 Ts 4.8; 2 Cr 30.10; 36.16; Pv
1.7; 5.12). Normalmente essas pessoas são meros frequentadores de culto, pois
gostam de estar onde é falado o que somente agrada aos ouvidos, mas quando são
confrontadas pela Palavra não suportam a correção (Sl 50.17; Is 5.24; Jr 6.10; 36.23;
Zc 7.12).
5.2. A INSTRUÇÃO É A CAUSA DA REVERÊNCIA
Muitas pessoas por ignorarem a doutrina, criam cultos que são verdadeiras profanações a Deus, perdeu-se a
reverência ao cultuar, pois encheram a igreja com teatros tolos, grupos de
dança e todo tipo de idiotice, em nome do “ganhar almas para o reino”. Esta é a
geração de crente do evangelho tutti frutti, tem que agradar a todos, não pode falar mas de pecado e arrependimento, caso contrário está usando o púlpito para
mandar “indireta” para os irmãos.
É tão difícil entender que
no culto é para ter reverência? Muitos nem sabem o que significa esta palavra,
transformaram a igreja em verdadeiras boates, aprendamos a reverenciar
corretamente este nome santo, temendo a Deus e lhe dando a honra devida (Gn
37.7; 43.28; Êx 3.5; 18.7; 2 Sm 15.5; Is 49.23; Mt 2.11; Lc 8.41; Js 5.15; Sl
4.4; 33.8; 89.7; Hc 2.20). Igreja é lugar de cultuar, guardando os princípios
estabelecidos por Deus na Sua Palavra, na Bíblia não há espaço para danças,
teatros e outras aberrações doutrinárias (Lv 19.30; Ec 5.1; Jo
2.16).
É dever de todo líder viver o que diz a Palavra e não fazer da
igreja uma boate ou um lugar para entreter as pessoas para fazê-las se sentirem
bem, isso é manipulação. O líder tem de viver a Palavra, para que as pessoas
vejam Deus e não a homens (Êx 33.8-9; Mt 8.2; 9.18; 15.25; 20.20; Mc 5.22; 7.25;
Jo 9.38; At 28.10; Fp 2.29; 1 Ts 5.12, 13). Inventar nosso modo de adorar para
atrair as pessoas, é promover a manipulação coletiva, o evangelho trabalha com
a verdade e exige temor, caso contrário é sacrilégio, coisa amplamente
condenada na Bíblia (Lv 10.1; 19.8; 1 Sm 2.17; 6.19; 13.9; Nm 18.32; Rm 2.22; 1
Co 11.22).
6. NOSSAS ATITUDES DEVEM GLORIFICAR A DEUS
O cristão que entende a
importância de guardar a Palavra de Deus, procura aprender cada vez
mais as regras interpretativas, e sabe que é dever do crente em Jesus glorificar
a Deus com louvores (Sl 22.23), com obras (Mt 5.16) dando muito fruto (Jo
15.8), estando unido espiritualmente com nossos irmãos (Rm 15.6) em consagração (1 Co
6.20). Essa Graça capacitadora vem de Deus e é suficiente para nós (Dt 3.24; Sl
77.13; 95.3; 104.1; 135.5; 145.3; Is 12.6; Jr 32.18; Ml 1.11), por isso devemos
ter reverência (Nm 20.6; Js 5.14; 1 Rs 18.42; 2 Cr 20.18; Mt
26.39).
As pessoas que me
conhecem sabem o quanto eu sou crítico com essas inovações dentro da igreja,
por exemplo, danças, teatros, culto voltado ao interesse humano. Muitos
abandonaram a simplicidade do evangelho, preferem transformar a igreja em uma
boate ou um clube de entretenimento, com o propósito de ter seus templos
lotados, e pergunto até onde a ganância dessa liderança vai?
Não adianta transformar a igreja em um circo, muitos estão preocupados em apenas causar um bem estar nos ouvintes, mas o crente em Jesus precisa da Palavra de Deus e não de um entretenimento fútil, que só distrai e não acrescenta em nada. Deus se agrada do culto realizado conforme ordena a Bíblia, não podemos atropelar princípios estabelecidos na Palavra, como servos apenas obedecemos.
Graça e paz.
Deus abençoe.
Referência Bibliográfica:
[1] Virkler, Henry A.
Hermenêutica avançada: princípios e processo de interpretação bíblica, São
Paulo, Ed. Vida, 2007, Pág. 9.
[2] Ibid. Pág. 13.
[3] GONÇALVES, Flavio Souza. Dicas de como estudar a Bíblia. https://evangelhosegundoasescrituras.blogspot.com/2020/06/dicasdecomoestudarabiblia.html. Evangelho segundo as Escrituras.
Em inúmeras situações na vida,
ficamos desanimados e sem ânimo para continuar a caminhada em meio as crises.
Mas, precisamos exercer nossa fé e não perder a esperança naquele que morreu
e ressuscitou, lembre-se do que Jesus Cristo disse:
“...no mundo,
vocês passam por aflições, mas tenham coragem, eu venci o mundo."
João 16.33
MANTENHA SUA CONFIANÇA EM DEUS
Apesar de tudo o que passamos,
em meio a essa crise econômica e pandêmica, a Bíblia diz que é em Jesus Cristo,
que devemos crer e confiar. Ele é nossa esperança, porque venceu o mundo e nos deu a vida
eterna. Somente em Jesus vencemos a tentação, pois venceu o mundo por nós, e é nosso representante legal diante de Deus (Hb 4.15; Mt 4.1-11; Lc 4.1-13), vencendo sobre o pecado, satanás e os espíritos malignos (Rm 5.20-21; 1 Jo 3.5,
8; Jo 12.31; Mc 1.23-27).
Entregue tudo a Deus, é Ele quem dá o sim e o não para as nossas escolhas, confie e deixe que a boa, perfeita e agradável vontade do Senhor conduzirá seus passos. Mesmo em meio a essa crise que estamos vivenciando, Ele continuará sendo soberano. Por isso, exercite sua fé, se conheça em Deus, sabendo quem você é, e não o que os outros falam.
ENFRENTE SEUS GIGANTES, CONFIANDO QUE AQUELE QUE VENCEU NA CRUZ
Temos muitos gigantes a derrubar em nossa vida, mas os piores não são os que nos afrontam e muito menos os que tentam nos intimidar, nem aqueles que se interpõem em nosso caminho. O pior gigante a se enfrentar e derrubar, está dentro de nós, os problemas que nós criamos através dos medos que nos dominam.
O Senhor nos
chamou para sermos corajosos, por isso expulse todo medo que está dentro de
você, maior é o que venceu na cruz! Ele venceu o mundo e está conosco todos
dias (Mt 28.20), nos deu o Espirito Santo e não um espirito de covardia,
por isso, avance! Saiba que quem habita em você te consolará no dia da
angustia. Confie no Senhor, com Ele derrubaremos todos os
gigantes.
Graça e paz.
Pense nisso.
Por Flávio G. Souza
Em meio a uma sociedade dominada pelo politicamente correto, temos um grande veneno que procura censurar quem ousa pensar fora da caixa. A cultura do cancelamento, domina esta sociedade doente, basta você dizer algo que ofende a opinião popular, que já cria-se um motivo para ser vítima dos canceladores. Jesus Cristo também foi vítima desta prática, mas ele pouco se importou e ainda confrontou os doze (Jo 6.60-67).
Os canceladores de hoje não aceitam se moldar ao que a Palavra de Deus diz, e muitos crentes tem se deixado levar por essa modinha do momento. Não se acovarde, pregue a Palavra com insistência, a tempo e fora de tempo, é isso que a Bíblia diz (2Tm 4.2). Muitos pregadores se venderam a ditadura moderna do politicamente correto, como cristãos não podemos nos conformar ao padrão do mundo. Se você quer viver a boa, perfeita e agradável vontade de Deus viva o que diz as Escrituras (Rm 12..1-2).
Graça e paz.
Pense nisso.




